Análise da dissertação com a utilização do questionário


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Após a análise da dissertação sugerida, a turma deveria discutir a mesma segundo as seguintes questões orientadoras:
  • A autora apresenta claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário?
  • Na dissertação apresentada há indicação dos passos que estiveram subjacentes à construção do questionário?
  • A amostra é claramente identificada?
  • É indicado o método usado na definição da amostra?
  • O questionário usado foi objecto de validação prévia?
  • Na explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?



Re: Análise da dissertação com a utilização do questionáriopor Maria de Lurdes Martins - Segunda, 23 Novembro 2009, 19:28 ||

Boa noite:
O grupo Encontros tem deixado as suas reflexões no wiki do grupo. Deixo aqui a reflexão sobre a tese que poderá, posteriormente, ser aperfeiçoada.

No nosso comentário da tese, começamos por abordar os objectivos que presidiram à aplicação dos questionários.
Quanto aos objectivos que presidiram à elaboração e aplicação dos questionários, a autora remete para o Capítulo I, capítulo onde, no ponto 3, se indicam os quatro objectivos gerais do estudo e sua relação com os dois grupos alvo deste estudo. Posteriormente, a autora indica dois grupos de objectivos: um grupo aberto e outro fechado, o primeiro sem ter pré-definidos quaisquer comportamentos observáveis nos alunos, sendo observáveis apenas reacções de entusiasmo ou de indiferença, enquanto que o segundo pretende descrever competências específicas definidas previamente pela docente, reveladas ou não nos trabalhos escritos apresentados pelos alunos.
Os questionários foram aplicados em escolas situadas nos distritos do Porto e de Bragança, para tornar possível uma comparação dos resultados obtidos junto de populações com estilos de vida diferentes, situações geográficas mais desfavoráveis, na dicotomia litoral/interior.
A amostra é identificada objectivamente, os critérios que presidiram à sua selecção também estão explícitos. A selecção das escolas obedeceu ao critério do interesse de professores em participar do estudo, de forma a viabilizar a aplicação dos inquéritos junto dos seus alunos ou junto de outros docentes, assim como a existência de computadores ligados à Internet ligados à escola. De seguida, a autora enuncia as escolas onde foram aplicados os questionários a 350 alunos e a 110 professores, não se efectuando a caracterização destes últimos dada a sua mobilidade profissional. A selecção das escolas dependeu também da existência de elos de comunicação com elementos dessas escolas, estando todos os questionários entregues no final do ano lectivo 2004/2005. A faixa etária dos alunos situa-se entre os 13 e os 15 anos, frequentando o 8º ano. Caracteriza também o grupo dos alunos, em função da sua avaliação, no final do segundo período, em Língua Portuguesa.
A autora indica os passos que estiveram subjacentes à construção dos questionários e processo de validação prévia dos questionários. Faz referência à aplicação de dois questionários diferentes, um a ser aplicado aos alunos e outro aos professores, com questões de escolha múltipla e por perguntas fechadas. Para validação, a autora elaborou um versão inicial submetida à apreciação de 20 alunos e 10 professores. “As dificuldades, dúvidas e sugestões dos intervenientes permitiram corrigir aspectos de forma e conteúdo. Assim, foi reformulada a redacção das questões 11 e 12 e acrescentados tópicos às opções da pergunta 12.” acrescenta a autora relativamente ao processo de validação, sem, no entanto, clarificar se essa clarificação foi efectuada no questionário dos alunos ou dos professores.
Quanto ao tratamento dos dados, a autora utilizou o programa Excel para tratamento estatístico dos dados, não transmitindo mais indicações relativas ao tratamento de dados.
No ponto seguinte, a autora passa à apresentação estatística dos dados, dando uma breve interpretação desses dados, por exemplo, na referência ao acesso à Internet, a autora infere que “ o facto de muitos alunos não possuírem ligação à Rede em casa obriga-os a recorrerem aos computadores da escola. No entanto, a obrigatoriedade de os professores leccionarem aulas de substituição restringiu o pouco tempo livre que os alunos dispunham para as actividades desta natureza”.


Re: Análise da dissertação com a utilização do questionáriopor João Manuel Santos Quintas - Terça, 16 Fevereiro 2010, 15:47

Procurando, embora muito tardiamente, reflectir em torno das questões apresentadas pela Profª, permitam antes de mais que previamente esclareça o seguinte: procurei fazer a minha reflexão antes de ler os contributos dos colegas que há muito o fizeram. Só depois disso fui tomar contacto com essses contributos, tentando comparar com a minha reflexão aqui feita.
Passemos então às Questões:
  • A autora apresenta claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário?
- Na verdade são muito bem aprsentados os objectivos que a autora procurou atingir com o questionário. Curiosa a forma de procurar responder a esses objectivos, sistematizando o estudo, primeiro em torno da Internet e suas representações, usos e expectativas e depois a questão da interacção com a Internet.
É como se tivéssemos em presença de duas questões que naturalmente se complementam e respondem muito bem aos objectivos claramente apresentados, nomeadamente na página 64.
  • Na dissertação apresentada há indicação dos passos que estiveram subjacentes à construção do questionário?
- Pelo que me é dado a conhecer, embora se perceba facilmente os passos da sua construção, essa apresentação não é feita claramente. No entanto, julgo que a intenção da autora é envolver-nos enquanto leitores da tese, do caminho que ela própria fez desde o momento em que definiu os objectivos subjcacentes à construção do questionário, até ao momento da apresentação dos dados que obteve. Na verdade é visivel que a construção do questionário passou por fases tão importantes como a definição de objectivos, a selecção e construção da amostra com representatividade no público alvo que procurou atingir, a própria análise e a apresentação dos dados. Se tivéssemos que apontar algo que devesse ser um pouco mais claramente apresentado, eu sugiria a fase da análise na medida em que simplesmente é referida como tendo utilizado o excel e pouco mais.
  • A amostra é claramente identificada?
  • É indicado o método usado na definição da amostra?
- Sim e de modo muito sistematizado. Na verdade preocupa-se em caracterizar o público-alvo, explicando o que esteve na base da construção da amostra. Identificou 2 grupos muito claramente (os alunos e os professores). Na apresentação dos resultados procura sistematizá-los nunca perdendo de vista os 2 grupos alvo. O método usado é também perceptível ao longo dessas descrições, mas não aponta qual o método usado (academicamente falando, claro).
  • O questionário usado foi objecto de validação prévia?
- Como não podia deixar de ser foi aplicado experimentalmente a um número reduzido de alunos e professores, mas representativo, face à amostra que pretendeu estudar. Garantindo assim que, quando aplicado à amostra seleccionada, que os resultados fossem o mais fiáveis e representativos possiveis.
  • Na explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário
- Aqui julgo que poderia ter havido uma maior explicitação do modo como foram tratados os dados. Na verdade a autora coloca o enfoque nos objectivos, na definição do público alvo e na apresentação dos dados com a consequente conclusão. Quanto ao tratamento dos dados apenas se percebe que a autora terá analisado e tratado com recurso ao excel, numa dinâmica percentual da amostra estudada, inferindo-se na mesma razão deuma forma directa para o público-alvo.
Re: Análise da dissertação com a utilização do questionário
por Teresa Rafael - Sexta, 27 Novembro 2009, 00:23

Boa noite

Para tornar mais agradável a leitura, o grupo encontros resolveu fazer uma versão de análise da tese assim....

Esperamos que seja do agrado de todos

Teresa Rafael/Lurdes Martins


e-questionários

por Alda Pereira - Segunda, 16 Novembro 2009, 22:00

Caros investigadores
1) o e-investigador utiliza questionários endereçados pelo correio? Entregues para preenchimento presencial?
2) vantagens e desvantagens da utilização de questionátios online versus questionários "presenciais" ou em papel?
2)Questionários online: que ferramentas?
[ ] Alda Pereira



Re: e-questionáriospor Maria de Lurdes Martins - Terça, 24 Novembro 2009, 11:32

Bom dia:
sorriso
sorriso

O debate no fórum está cada vez mais animado. Começo por dizer que apreciei bastante a matriz de comparação de várias ferramentas, partilhada pelo Joaquim, uma vez que nos permite diversificar as opções face à diversidade de ferramentas existentes na net. Na minha opinião, é essencial que o formulário seja de fácil utilização para quem elabora o inquérito/questionário, mas, essencialmente, para quem responde. Também achei muito interessante o artigo que o Paulo partilhou sobre a criação de inquéritos via Googledocs.
Tal como a Rosalina, também conheço por experiência própria o formulário do Googledocs. Ainda não utilizei como investigadora, apenas enquanto docente. Tive oportunidade de responder a alguns desses e-questionários, nomeadamente sobre a utilização da plataforma Moodle no agrupamento onde lecciono. Após a criação do formulário, os destinatários foram informados, mais do que uma vez, por mail, sobre a finalidade que tinha presidido à sua elaboração, solicitando-se também a sua participação até uma determinada data.
Uma das questões que se levanta é a da percentagem de inquiridos que responde, mas não tenho dados objectivos que me permitam sustentar uma opinião sobre se os questionários online têm maior ou menor participação dos inquiridos do que os que se apresentam num suporte de papel. O suporte de papel, utilizado tradicionalmente até há pouco tempo, está a ser cada vez mais abandonado. Os questionários online afiguram-se vantajosos por diversas razões: fácil edição, acesso e distribuição fácil, baixo custo, menor probabilidade de erro nas entradas e no tratamento de dados, a percepção dos participantes relativa à preservação do anonimato, a apresentação mais atractiva.
até breve
Lurdes M.

Re: e-questionários
por João Manuel Santos Quintas - Terça, 16 Fevereiro 2010, 14:56

1) o e-investigador utiliza questionários endereçados pelo correio? Entregues para preenchimento presencial?
Apesar de muito tardiamente e sem prejuízo do que muito já se discutiu sobre o assunto, permitam ainda que coloque a minha humilde e breve reflexão sobre o assunto:
Na verdade a ferramenta Questionário continua a ser ainda poderosissíma para obter dados para qualquer estudo, sobretudo na área das ciências sociais. Nesta metodologia emergente de investigação, em que nos podemos socorrer de tecnologias web e outras, que não são mais do que meios par obter informação e dados. A questão que se coloca sempre é saber em que medida em que conseguimos obter da amostra seleccionada, todos os dados com a fidelidade científica que desejamos. Se é verdade que facilmente e comodamente conseguimos dissiminar um qualquer inquérito via on-line, desde que construido com a mesma qualidade cientifica, deve ser garantido à partida que o mesmo chega com a mesma facilidade a todos os individuos da amostra seleccionada. Por exemplo, há que cuidar se todos os membros dessa amostra têm acesso a um aqualquer ferramenta online que o investigador usa ou mesmo, de modo mais básico, se todos têm acesso à CMC. Uma vez garantido isso e se a opcção é o e-questionário, estamos na verdade em presença de um modo com um alcance potentíssimo.
2) vantagens e desvantagens da utilização de questionátios online versus questionários "presenciais" ou em papel?
Desde logo a vantagem ecológica, depois conseguimos que alguém que responde no seu PC a um qualquer inquérito, o fará com algum desprendimento e sem qualquer preconceito, sobretudo se esse e-questionário for anónimo.
Por outro lado a facilidade de resposta para quem pretende responder. POde ser construído de modo a que o inquirido o faça simplesmente através de "click's".
Como desvantagem, apontaria porventura para a eventual limitação de uma qualquer amostra que tenhamos seleccionada, na utilização de determinada ferramenta ou mesmo da CMC. Afinal, como sabemos ainda temos bastante e-iliteracia.
Julgo que as questões de motivação para responder a um e-questionário, levantam-se muito mais na CMC. Na verdade se eu estiver em casa no meu PC só responderei se efectivamente me sentir predisposto e interessado no objecto de estudo. terei de me sentir elemento actuante na amostra. Aí cabe ao autor do estudo ou a quem pretende os dados, mobilizar esses interesses.
Exige-se por outro lado um maior cuidado na identificação e no controlo das variáveis que interferirão no estudo.
3)Questionários online: que ferramentas?
As que conheço embora muito insipiamente são o aplicativo do google.docs e o www.survs.com . Nesta fase ando a explorar sobretudo este último mas já deu para ver que conseguimos construir um questionário, aplicado aos mais variados contextos, delimitando inclusivamente o público que queremos atingir (basta que convidemos/que enviemos por mail aos individuos que queremos atingir).
Continuemos a aprofundar esta ferramenta que julgo ter um potencial fortíssimo).



entrevistas semi-estruturadas.

Grupo Encontrospor Maria de Lurdes Martins - Domingo, 13 Dezembro 2009, 18:27

Com o objectivo de compilar e organizar o que fomos produzindo, fica o slideshare da Teresa e uma apresentação com Issuu
Até já
Lurdes M.
sobre entrevistas semi-estruturadas.


Discussão e preparação de um guião comum

por Alda Pereira - Quarta, 9 Dezembro 2009, 23:33

Caros investigadores
Chegados a este ponto temos de confrontar as várias propostas. O objectivo é criar um guião comum de modo a que cada um possa conduzir uma entrevista a um amigo dentro de um quadro geral comum.
Por isso, para além de aspectos de pormenor que deixo à vossa análise, ficam já aqui duas questões para discussão:
1) uma equipa equaciona a possibilidade de as entrevistas serem presenciais; outros dois grupos colocam a hipótese de serem online; o que vamos decidir?
2) um dos guiões coloca a hipótese de preparar a entrevista pensando á partida em questões objectivas, do tipo sim ou não, ou de escolha múltipla; será adequado para uma entrevista semi-estuturada que se insere numa metodologia qualitativa?
A vós a palavra....
[ ] Alda Pereira



Entrevistas online

Re: Entrevistas online / Questões objectivaspor Teresa Rafael - Domingo, 13 Dezembro 2009, 02:00

Boa noite Rosalina

Realmente não será estranho que a tendência deste grupo seja a opção por uma entrevista on line.
Tal realmente não se coaduna muito com o facto do que nos é pedido ser uma entrevista semi-estruturada.
De facto, este tipo de entrevista é de carácter quase totalmente livre e a entrevista propriamente dita vai-se desenrolando muitas vezes ao "sabor da conversa".
Perguntas fechadas não serão a forma mais correcta de tratar tal assunto, pois limitam e inibem quando uma das vantagens deste tipo de entrevistas é precisamente poder reformular perguntas de modo a redireccionar a entrevista para os objectivos traçados

Teresa Rafael

Re: Discussão e preparação de um guião comum
por Teresa Rafael - Domingo, 13 Dezembro 2009, 05:45

Boa noite colegas

Quanto a mim esta tarefa está a revelar-se algo complexa, principalmente por ser levada a cabo em " grande grupo".
No entanto, depois de muito analisar e - à custa disso- elaborar um **slideshow,** proponho:

  • Que se elaborem dois tipos de entrevista:
    • uma a ser aplicada presencialmente e por isso, mais flexível e versátil contemplando mais questões mais abertas.
    • outra a ser aplicada on-line, com mais questões fechadas e de escolha múltipla.
Estou certa que os resultados ( principalmente nas respostas) serão muto diferentes, mas até que é capaz de ser interessante de o analisar.
Que me dizem?
( se calhar é uma proposta algo " fruto de noitada"....
piscar
piscar
)

Teresa Rafael


Re: Discussão e preparação de um guião comumpor Maria de Lurdes Martins - Domingo, 13 Dezembro 2009, 15:29





Boa tarde:
A tendência natural, até pelo curso que frequentamos, será fazer a entrevista online. A questão que se coloca é a de ponderar se a estrutura de uma entrevista semi-estruturada se coaduna com uma entrevista online. O tom de conversa, similar a uma conversa/diálogo com o entrevistado, tendo certos assuntos que se pretende focar, parece levar-nos a pensar que pode ser uma opção mais difícil de aplicar.
Assim, subscrevo a proposta da Teresa

  • Que se elaborem dois tipos de entrevista:
    • uma a ser aplicada presencialmente e por isso, mais flexível e versátil contemplando mais questões mais abertas.
    • outra a ser aplicada on-line, com mais questões fechadas e de escolha múltipla.
Estou certa que os resultados ( principalmente nas respostas) serão muto diferentes, mas até que é capaz de ser interessante de o analisar.
Do confronto entre os resultados, das vantagens e constragimentos decorrentes da aplicação dos dois modelos de entrevista, irão surgir , seguramente, dados relevantes.
Até breve
Lurdes M.

Re: Discussão e preparação de um guião comum
por Teresa Rafael - Domingo, 13 Dezembro 2009, 22:32

Olá Joaquim....

Entendo ....De qualquer maneira se começarmos a delinear ponto por ponto, assunto/tema ou o que quer que seja vamos encontrando obstáculos face ao leque/ possibilidades de respostas que podem não ir de encontro ao objectivos que tratamos e aos dados que pretendemos obter. Daí eu ter falado na questão presencial. Interessou-me também lembrar que a nossa opção tem bases que vão para além do entusiasmo/ amor pelo EAD/ novas tecnologias.
Relativamente às questões abertas e fechadas temos que pensar( e no nosso caso não é necessário muito quem é o público alvo e as suas características. Também temos que saber se queremos "ter sempre visualizado" o entrevistado ou " ler" as respostas desconhecendo totalmente quem respondeu ou poderia ter respondido, desta ou doutra maneira.
É claro que, como alguém (penso que o Luís) aqui no fórum muito bem já disse, temos parte do trabalho feito na formulação do que é pedido como tarefa pelo que só nos teremos que preocupar com os outros aspectos.
Da tarefa que se segue poderemos inferir que a opção deve ser on-line-e- entrevista.
No que respeita à ferramenta(s) a utilizar concordo com a linearidade, simplicidade e eficiência. Nesse aspecto, expertos e habitués que se pronunciem.... eu aceito.

Teresa Rafael